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30 de jun. de 2013

Livro - Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda

A fascinante  lenda de Arthur, rei da Bretanha, influenciou escritores e artistas de diferentes tradições. Espanto algum causa, por exemplo, a descoberta recente do poema inacabado "The Fall of Arthur", de Tolkien. No início do século passado, Howaerd Pyle (1853-1911), importante ilustrador norte-americano, publicou uma tetralogia do ciclo arturiano, escrita e ilustrada por ele. A presente edição traz o texto integral e as 41 ilustrações do primeiro volume.

Livro - O Grande Gatsby

Não se deixe enganar pela duvidosa capa, que tenta emprestar o burburinho comercial da mais recente adaptação cinematográfica de um dos maiores clássicos da literatura norte-americana do século 20.
Essa nova edição da história de Gatsby - o novo - rico que reaparece misteriosamente na baía de West Egg para reconquistar o amor de Daisy Buchanam - é exemplar, com muitos acertos de tradução. O livro traz também o prefácio do autor, escrito em 1934, quando a obra ainda era um fracasso de público, e algumas cartas escritas por Fitzgerald ao seu editor, Maxwell Perkins, revelando as dúvidas do autor no processo de finalização do romance.

Livro - Um Sonho Ruim

Um "Dostoiévski à francesa", nos seus embates entre culpa e pureza, esperança e agonia. Expoente do que Antoine Compagnon chama de tradição "antimoderna" - que se digladia com a herança de anomia do processo revolucionário regicida e deicida de 1789.
Essas são aproximações possíveis e Bernanos (1888-1948). Em "Um Sonho Ruim", comparecem elementos de outras obras-primas, como "Sob o Sol de Satã" e Diário de um Pároco de Aldeia".

29 de jun. de 2013

Livro - O Retrato de Dorian Gray

Vulgar, sujo, venenoso, infame, indecente, de um decadentismo leproso, uma impostura. Essas foram algumas das críticas da imprensa britânica quando "O Retrato de Dorian Gray" foi lançado por Oscar Wilde, inicialmente numa revista, em 1890, e no ano seguinte em livro (muito modificado e autocensurado, em resposta ao escândalo).

Livro - Tempestades de Aço

Jünger é dessas figuras demoníacas que surgem ciclicamente na Alemanha de Lutero, Nietzsche, Freud e, por que não?, Hitler. Participou da Legião Estrangeira e das duas guerras mundiais; de seus diários surgiu "Tempestades de Aço", em que exalta a guerra como experiência estética - ou até sensual: "Com reverência incrédula, ouvimos o compasso lento do rolo compressor do front, melodias que haveria de se tornar costumeiras para nós naqueles longos anos. Bem ao longe, desintegrava-se a bola branca de uma metralha no céu cinzento de dezembro. O hábito da batalha soprava até onde estávamos e nos deixava estranhamente arrepiados".

Livro - Cinco Séculos de Poesia

A vida, segundo Boris Vian, como dente que estraga de repente, que dói, e então você o sente, coisa doída que, para ser resolvida, só sendo arrancada, a vida. A morte, para Poe, como o corvo sinistro que, no umbral da consciência, não faz senão repetir "nunca mais", decreto da finitude de todas as coisas. É de imagens fortes assim e versos clássicos, desde o século 16, que se faz essa coletânea de traduções de Alexei Bueno.